segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Filhos do Éter

Mocinho de olhos selvagens, coração e alma indomável, espírito volátil, filho do éter, igual a mim.
E o meu querer se fez nessa semelhança. Antes jamais havia encontrado igual. O admirei, plena voragem. Ele sou eu, eu sou assim, fera indomável, incapturável, inalcançável.
E esse desejo era o meu paradoxo, querer algo, que bem sei, não se pode prender no laço. Mas só o quero por ser igual a mim, fugidio e inalcançável.

Desejei despertá-lo para essa verdade. Somos iguais, talvez tenhamos nascido um para o outro. Mas ele não percebeu, escapou, se dissipou como a bruma de que era feito. Meu paradoxo.




Nenhum comentário:

Meus selinhos ^^

Meus selinhos ^^
Meus selinhos ^^