terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O sonho da Sereia


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Na aurora do mundo eu os vi rastejando pelos cumes, equilibrando-se sob dois membros. Dourando-se sob a luz que deságua dos cimos mais altos. Afastando seus olhos de nós, temerários dos mistérios obscurecidos de nossas fendas e abismos. E seus olhos torna-se-ão opacos e desmerecerão os nossos méritos. Cegos de nós, quando retornarem arrastando montanhas pesadas, não reconhecerão nossa face materna. Tomarão por delírios que dardejam uma consciência obliterada, cega por uma claridade que ofusca o caminho de sua origem. Atraídos para a superfície, nossos filhos torna-se-ão errantes e esquecidos, e nós o perderemos. Também haverá de tornar-se mito para nós os seres de duas caudas da superfície encharcada de luz.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Outubro Rosa

Outubro está quase no fim, mas todo mês é mês de lembrar do câncer de mama, por isso estou fazendo esse post para mostrar aqui a ilustração que fiz para lembrar as mulheres de estarem atentas ao próprio corpo, à saúde de suas mamas. O autoexame é um procedimento simples que ajuda muito no diagnóstico precoce, entretanto por ser tão simples e por ser um procedimento mensal acabamos esquecendo de fazê-lo. Mais importante ainda são os Check-Ups anuais. Taí um lembrete, não vamos esquecer da nossa saúde. Somos fortes, somos guerreiras mas também merecemos cuidado. ;)



domingo, 4 de agosto de 2013

A balada das profundezas



Ontem eu era uma sereia.  Cobria meu busto belíssima folhagem. Meus cachos dourados vagavam na ânsia da corrente. Vestia minha face o viço da infância. Eram tempos de descobertas, e abaixo de nós, ansiando nossa entrega, um oceano engolfava-se densamente em segredos, a espera da audácia de nosso mergulho.
Tuas escamas também tinham aquele verde pálido dos cardumes que reluziam argentinos sob o sol na superfície. Lá dourávamos nossa pele. E quanto tomados pelo medo do desaguar das águas em densidade, agarrávamos aos mastros e vigas fincados na superfície pela humanidade. Éramos seres das profundezas ancorados em palafitas.
Mas eu era menina, sempre apta a ofertar minha inocência pelo prazer das descobertas, tu, minha contraparte masculina, estava ali para, diante de qualquer mistério me fazer avançar em suas brechas.
Nas margens verdes onde a luz rutilava sobre nossas escamas prateadas, adiantava-se em consonância a balada das correntezas. Debutante que eu era fazia minha vez de aprender aquela valsa, e aquém de todos os outros, você era meu par. Seguia-me naquele embalo silencioso ritmado pelo desejo de se descobrir, se movimentar. Dobrar a inercia das águas ao ditame da nossa vontade. Manifestar a nossa liberdade em sincronia, movimento, entendimento...
Dançando em par aprendi o que era ser cardume, o que era ser correnteza, o fluir e escorrer, o derramar dos gestos e dissolver dos sentidos. Derretendo o eu encontramos os nós.  E depois de entendido na comunhão o sentido da liberdade, eu criatura das profundezas, não queria aquela sina de me ater a mastros com medo de afundar na escuridão. Peguei-o pela mão e mergulhamos oceano adentro.

Lá na imensidão, afogado pelas águas, um sol brilhava dourado coroado de estrelas.  

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Por onde andas, o que tens feito...



Quem gostava de conferir as atualizações desse blog há muito tempo deve estar se perguntando; por que será que ela parou de postar seus contos, o que será que anda fazendo "a fantasista"?  A verdade é que aconteceram muitas coisas que me afastaram do mundo da escrita. Digamos que mergulhei em um estado de introspecção que me deixou inativa, inerte. Questionar o sentido da existência é uma via perigosa que pode te levar a um estado de inanição. Foi o que aconteceu comigo, então talvez esse tenha sido um dos motivos por eu ter parado de escrever. Mas parece que a minha alma criativa é como a água, ela até pode ficar estagnada, mas uma hora ela vai tentar escorrer por alguma brecha, se dissipar até o céu ou encontrar algum outro meio de fluir, de se libertar da prisão da minha mente e se manifestar para o mundo de fora.

Escrever é minha paixão, mas eu não sou uma criatura de um só amante, quem me conhece mais profundamente sabe que eu tenho outras paixões, e outra delas é desenhar. Então quando diante do tumulto das minhas perguntas me senti muda, a outra forma de a minha alma se manifestar em sua face criativa para o mundo foi através do desenho. Retomei a essa antiga paixão, voltei a dar atenção aos meus rabiscos. Procurei me aventurar em outras técnicas.  Antes eu só usava o grafite e folhas de papel sulfite, como eu era limitada...  Aprendi a mexer um pouquinho no photoshop (mocinha anjo de camisola do topo da postagem), a usar aquarela para colorir meus desenhos, pastel oleoso, e pretendo experimentar outras técnicas mais. Se quiserem vocês podem conferir alguns dos meus trabalhos no meu perfil do Cellymonteiro - Deviantart

Também tenho pensado em comercializar alguns deles, então coloquei a disposição para venda em um site especializado em artesanatos e obras de arte, o Etsy, que conheci através de uma amiga, ela também me apresentou o ACEO, que é um tipo de obra de arte em miniatura, em tamanho de cartões colecionáveis, uma forma de adquirir obras de arte a um preço acessível. Por enquanto coloquei só alguns a venda, mas em breve disponibilizarei mais dos meus desenhos, inclusive esse da fada derretendo que esta no background do meu blog, ele não é um ACEO, é em A4 e por enquanto esta inacabado.

A minha loja da Etsy é essa aqui: A Fantasista







Meus selinhos ^^

Meus selinhos ^^
Meus selinhos ^^