sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A Guerra dos criativos - Novo livro de Alec Silva



Há um tempo um amigo me veio com novidade que achei interessante. Estava escrevendo uma história que envolvia a mais pura fantasia com elementos autobiográficos. Ideia legal não é? Agora imagine-se inclusa nessa história como um personagem, não só isso, escritores que você também conhece no meio dessa aventura. Escritores como Alfer Medeiros, Eric Musashi, Paul Law, Rochet Tavares.

Não é algo que você guardaria para mostrar aos seus (sobrinhos)-netos? Não é algo que você acompanharia roendo as unhas pelo próximo capitulo? Eu to assim. Vamos ver como será essa guerra de criatividade. Confiram os capítulos no blog: Zarak o Monstrinho

sábado, 3 de setembro de 2011

Penélope


Penélope e os Pretendentes - John William Waterhouse, 1912

No começo os dedos corriam velozes, movia o fuso sem habilidade. O fio era grosseiro, irregular, cheio de volumes. O pé pisava afoito no tear, frenético. A mão graciosa, os dedos finos e claros como hastes de cristais, moviam-se maviosos. Era mais belo vê-los trabalhando que o resultado da peça, mas tudo era graça e havia pressa. Seu espírito efervescia em uma ânsia, precisava viver, precisava experimentar. Havia a leveza, havia a beleza visível nas formas puras. A natureza transbordava-lhe de seiva. Seu movimento era um flanar harmonioso, afoito. Uma vontade de ser vista, apreciada. Na alcova não falta uma magnólia perfumada...
Hoje o trançado é moroso, mas o bordado é perfeito. Suas mãos trançam suavemente o fio, volta por volta com uma delicadeza primorosa, serena. Os dedos não são mais lisos e diáfanos, a pele é delicada, mas rugosa. Seus movimentos são perfeitos, não erram o compasso, mesmo que não houvesse luz no quarto, já os sabe de có.  Já não há mais pressa, os dias já não são mais os mesmos, os pretendentes estão à porta na promessa de terminada aquela fazenda colocar-se no lugar de seu amado Odisseu. Há o cansaço, o desagrado, a desilusão, a iminência de um amor perdido, jamais esquecido.
Mas, é ao apagar da vela que o coração amadurecido de mulher revela seu ardil, desfaz a cada fio aquela promessa, adiando mais um dia aquela espera por um amor que dentro dela jamais feneceu. 

Meus selinhos ^^

Meus selinhos ^^
Meus selinhos ^^