terça-feira, 8 de novembro de 2011

Resenhando A Guerra dos Criativos


Ambientado em um mundo místico alcançado através das brechas do sono A Guerra dos Criativos é uma caixinha de surpresas para quem aprecia literatura fantástica, especialmente a nacional. Criaturas fantásticas da literatura mundial e personagens reais se misturam em um enredo onde a criatividade é a liga que articula de forma satisfatória o biográfico e o fantástico.

A trama se inicia com o autor e personagem Alec Silva recebendo um convite irrecusável para participar de um grande torneio de embates envolvendo criativos de todo o planeta. Tratando o acontecimento com descaso, Alec sequer se dispõe a ler o regulamento do torneio, voltando a se ocupar com suas obrigações de escritor e se esquecendo do caso, até o momento em que se vê tragado para um mundo insólito assim que adormece, um mundo onde criaturas e criadores coexistem, e incríveis batalhas são travadas forjadas com o sublime poder da imaginação. Entretanto, apesar de inicialmente deslumbrado, em sua primeira batalha, Alec descobre que nem tudo são maravilhas naquele fantástico mundo. Um grande perigo os espreita ameaçando não só aquela terra idealizada, mas também o mundo real.

Apesar de parecer mais uma história de fantasia com um tema um tanto gasto, o diferencial se faz com os elementos biográficos inseridos na trama. Para compor o seu elenco de personagens, Alec trouxe para a ficção, personalidades conhecidas da LitFan Nacional que também são conhecidos seus, tal como Alfer Medeiros, que tem uma aparição heróica na trama como o valente General Alfredo e sua alcatéia fantástica, Eric Musashi, na trama o General Elric e seus guerreiros vestidos de armaduras de Sevaste, Rochette Tavares, na trama o lovecraftiano General Amauri, Paul Law, na trama é o misterioso Capitão Pablo, e por ultimo essa que escreve, aparecendo na história como a Capitã Marcélia, um tanto exageradamente meiga e boazinha demais, vou logo avisando, do que a versão real. Mas isso acontece por que a Marcélia, mais do que os outros, aparece como um personagem ideal, enquadrado na trama para corresponder a romântica visão do autor e dar um toque de romance a narrativa. É isso ou quem sabe o Alec tem uma visão bem generosa e fantasiosa do meu temperamento. Bem, deixemos o Alec desconhecendo os meus momentos de mau humor e voltemos à resenha.

Os elementos biográficos são manipulados para construir uma trama dentro do fantástico de uma maneira que beira o onírico, mas não insulta o leitor com o absurdo. Do contrario, o enredo se mostra coeso, divertido, instigante. A escrita é leve e salpicada de uns toques de humor que parece advir da personalidade do autor-personagem, apresentando-se mais uma ponte que alude bem à natureza fantástico-biografica da história. Do mesmo modo, entretanto de forma oposta, os sintomas de melancolia do autor salpicam trechos onde suas memórias se mesclam com a ficção. Assim a história nos vem recheada de uma combinação que leva ação e aventura em doses consideráveis, mas também polvilhada com a mistura agridoce de desalento e bom humor.

A história é narrada como um acontecimento do passado, sendo essa a primeira parte de uma história que promete ser uma trilogia, por isso precisaremos aguardar pelos próximos livros para ver como essa louca aventura termina. A boa noticia é que o Alec tem uma pena rápida e está quase terminando de escrevê-las.

5 comentários:

Alec Silva disse...

Sem palavras.
Vc foi sincera em suas palavras, foi precisa. Gostei da resenha, Capitã.
Obrigado pela leitura e pela resenha antes mesmo do livro ser publicado.
E acho que idealizei um pouco vc mesmo, né?
Considere-se isso uma homenagem e um agradecimento por vc ser tão legal, criativa e solidária.
Quanto ao seu lado negro, bem... aida vou explorá-lo.
kkk


Grande beijo (hum... isso me lembra uma coisa, hehehe).

Abs.

Eric Musashi disse...

Bela e precisa resenha, Celly. E o livro parece ser bem interessante.

Alec Silva disse...

Não é tanto quanto deveria ser, mas agrada.

O livro 2 tá quase escrito.

Celly Monteiro disse...

Oh, Alec,claro que foi uma homenagem e tanto, não considero diferente, só não coloquei explicito na resenha para que ela ficasse mais sóbria.
Eric, obrigada por ter lido com exclusividade e dado sua opinião.

Alec Silva disse...

^^

Mesmo assim agradeço.

Seu blog foi o primeiro a resenhar um livro antes mesmo de ele achar uma editora.
Louco, não?

Em breve Livro 2 para vc detonar.

Abs.

Meus selinhos ^^

Meus selinhos ^^
Meus selinhos ^^