sábado, 21 de abril de 2018

Lucy e o Rei das Fadas




Sinopse


Todo ano até a sua velhice, Anabela tem um encontro clandestino com a sua irmã Lucy, levada para viver no mundo das fadas. No seu septuagésimo terceiro encontro, sabendo que essa será a última vez que ela verá a sua irmã mais velha, Anabela nos conta como Kayah, o rei das fadas, enganou a sua família a fim de conseguir a mão de Lucy em casamento.

O conto tem 12 páginas e está disponível à venda na Aamazon.

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Rainha Pagã




Sinopse


Em uma noite de Samhain um moderno mago tenta evocar um espirito capaz de lhe responder se o Rei Arthur realmente existiu ou se não passa de uma lenda. Quem vem ao seu encontro não é nenhuma figura conhecida do ciclo Bretão, mas ela é capaz de explicar o que foi a demanda do Santo Graal e o que realmente aconteceu a Camelot e aos seus Cavaleiros. A semelhança dela com Gwenever lhe custou o amor da sua vida, mas foi o reino de Camelot, Arthur e seus cavaleiros que pagaram o maior preço.

O conto tem 39 páginas e está disponível à venda na Amazon.

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Matéria Escura



Sinopse


Ela pertence a uma raça de feiticeiras que já nascem adultas, mas ela foi retirada cedo demais de sua crisálida mística. Agora ela tem que correr contra o tempo para se tornar tão velha e sábia quanto as outras filhas da noite, entretanto, seu destino vai tentar fazê-la escolher entre o amor e o conhecimento. Do que é formado o vazio do universo?

O conto tem 9 páginas e está disponível à venda na Amazon. 

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Guther



Sinopse


Um humanoide mutante pretende trazer a esposa de volta à vida reconstruindo-lhe um novo corpo através de pedaços de outras mulheres. Ele finalmente encontrou a última peça que faltava para montar o seu precioso quebra cabeças, mas acontece que uma dessas peças em especial acabou despertando algo em seu filho Guther que não tem nada a ver com sentimentos maternos, fazendo com os objetivos entre em pai e filho acabe entrando em choque.

O conto tem 9 páginas e está disponível à venda na Amazon.

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Senhora do Rancor



Sinopse


Ameaçada pela inveja de seus irmãos, uma selvagem guerreira toma uma atitude drástica, tecendo uma teia de conseqüências que a sentenciou a ser um mito, a Iara, a linda e sedutora sereia do folclore brasileiro. A perdição dos caboclos ribeirinhos. Mas o que acontece quando um homem é enlaçado pelo seu canto sedutor? Talvez a verdade não seja tão inocente quanto você imagina.

O conto tem 7 páginas e está disponível à venda na Amazon.

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Eu sou meu próprio algoz



Sinopse 


Após ser feita refém de um assalto, uma jovem se vê como alvo do capricho inspirado pelo desespero de seu captor, mas a tragédia esperada não termina como ela imaginava. No decorrer do conto ela vai descobrir que aquele incidente era só a forma do seu funesto destino se perpetuar pelas as sendas do tempo, enquanto que uma fantástica e aterradora verdade é revelada a respeito de sua natureza. Um passado longínquo marcado por uma magia poderosa. Duas almas entrelaçadas a caminho do infinito, e para os olhos mais atentos, uma mensagem subliminar acerca do poder dos nossos desejos.

O conto tem 5 páginas e está disponível à venda na Amazon. 



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O Primeiro Dia


Sinopse


No principio de tudo apenas as trevas reinava sob o mundo, mas a vida já existia pulsando em corações selvagens repletos da mais plena inocência. Nesse tempo uma estranha criatura conhecia apenas a felicidade ao lado da sua adorada companheira. Mas então um acontecimento mudou tudo, o primeiro dia se fez derramando-se em luz sob a Terra. Um novo sentido despertava; a visão. A estranha criatura pôde contemplar pela primeira vez as cores do mundo a sua volta, mas a imagem que ele veria refletida ao fitar-se num espelho d’água mudaria a ideia inocente que ele tinha a respeito do amor.

O conto tem 7 páginas e está disponível na Amazon. 

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A Boca da Morte




Sinopse 


Uma jovem abolicionista lutou no passado para libertar um povo místico e misterioso da escravidão que sua própria raça infligia. Entretanto, foi mais tarde, com a maternidade, que se defrontou com um inimigo imensamente mais poderoso, a morte. Contudo, seria a mera esperança inspirada pelo desespero de uma mãe que a faz acreditar que talvez até a poderosa morte possa ser confrontada e vencida? Para tentar salvar o seu filho, a jovem visionária buscará forças nas suas batalhas do passado, se agarrando a um conhecimento obscuro, revelado através das brechas que ela ajudou a abrir ao combater ideias que fomentavam a intolerância e costumes bárbaros. Após derrubar as crenças deturpadas de seus antepassados um mundo novo parece se revelar aos seus olhos, um mundo onde um vórtice pode dar o domínio sobre a vida e a morte, ela só precisa vencê-lo, mas para isso terá que arriscar tudo, a própria vida e a vida do homem que ama.

O ebook tem 14 páginas e está disponível na Amazon.

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A Caminho do Amanhecer




Sinopse

Em seus últimos minutos de vida uma senhora idosa tem um encontro inesperado com as suas idades passadas lembrando-lhe de todas as suas faces no decorrer da vida, algumas já até embotadas pelo tempo. ‘A caminho do entardecer’ é uma narrativa suave, com um toque de lirismo e que retrata um questionamento que todos nós já fizemos em algum momento de nossas vidas; afinal como será que é a morte? Descubra qual foi a resposta alcançada pela nossa heroína.



O conto tem sete páginas e está disponível à venda na Amazon. 


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Feob - A Décima Valquiria








 Sinopse


Feob – a décima Valquíria pode ser considerada uma história herética para os amantes da mitologia nórdica, sobretudo por que utiliza de uma licença poética para contar a história não contada no livro do Edda ou na 'bíblia' da mitologia germânica.
Feob é a décima Valquíria, aquela cuja história não é lembrada e cujo nome se perdeu nas aragens do tempo. Aprisionada no mundo de Hell, ela vaga pelo inferno gelado suspirando de saudades dos campos de Idun e imaginando o sol brilhando sob a ponte Bifrost. Mesmo entregue a amargura pela sua triste sorte, ela é uma centelha de vida e esperança em um mundo sufocado pelo gelo e pelas trevas, tanto que os mortos deram-lhe outro nome, chamando-a de Lilsa, aquela que brilha. Mas como ela foi parar lá? No decorrer do conto narrado pelas palavras da Valquíria, ela nos revela como o medo e a devoção cega por seu pai Wotan, também conhecido como Odin, a levou a cometer uma terrível traição e condenar a si mesma a um destino de esquecimento e amargura. Entretanto, nem tudo pode estar perdido e talvez mesmo no mais frio dos infernos possa existir uma fonte de calor para salvá-la da gélida solidão de Helheim.

O conto tem 18 páginas e está disponível na Amazon. A capa é uma das minhas minhas ilustrações feita especialmente para a obra. 

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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Resenha - O castelo Animado de Diana Wynne Jones



Eu conheci a história do Castelo animado através de uma animação do Studio Ghibli (imagem acima) que, inclusive, leva o mesmo nome. Me apaixonei por Howl, Sophe e Calcifer e não imagina a grata surpresa que foi descobrir que a linda animação era a adaptação de um livro.  Todo mundo sabe que o livro sempre vai ser mil vezes melhor que qualquer adaptação, seja ela para o cinema, desenho animado, HQ... e O Castelo Animado não foge à regra. Embora a animação do Hayao Miyazaki seja uma obra prima, não há como não dizer: Pessoas, leiam o livro também!!!
No livro vamos ter Howl, Calcifer e Sophie de uma maneira tão mais delineada e atraente que vocês nem imaginam.  Mas então, vamos a história;
Sophie Hatter é a mais velha das três filhas de um fabricante de chapéus. Mas acontece que após o seu pai morrer sem deixar a família em uma condição financeira muito favorável, a sua madrasta resolve dar um destino as três meninas. Martha, a mais nova, é designada a se tornar aprendiz de uma feiticeira amiga da família, Lettie, a do meio, tem um destino mais infeliz, é designada a ser a aprendiz de uma delicatessen e Sophie, fica como aprendiz da madrasta Fanny e tem como destino fabricar chapéus em uma salinha apertada, isolada do mundo. No entanto, Sophie tem um talento para a coisa e em pouco tempo a chapelaria de seu pai prospera de um modo que ela logo é obrigada a ficar no balcão atendendo aos clientes.
Só que Sophie estava destina a ser muito mais do que uma simples fabricante de chapéus. Um dia, a bruxa das terras desoladas entra em sua chapelaria e sem que ela entenda a razão,  é transformada em uma velha de 90 anos cheia de reumatismo. Conformada com aquela sina, mas determinada a não deixar que a sua família a veja daquele jeito, Sophie resolve cair no mundo.  Cansada depois de muito andar ela resolve bater na porta pedindo abrigo de nada menos que do castelo andante do Mago Howl, o temido mago que na sua cidade tem a fama de comer o coração de mocinhas e do qual, antes de ser enfeitiçada, Sophie tinha muito medo. Sentindo que não tem mais nada a perder, Sophie resolve insistir e tentar entrar para descansar no castelo, é ai então que ela conhece Calcifer, um demônio do fogo subjugado pelo Mago Howl.
Calcifer faz uma proposta a Sophie; ele tentaria quebrar o feitiço que a Bruxa das Terra Desoladas lançou nela se ela, em contrapartida, quebrasse o contrato que o unia a Howl e o libertasse, Sophie aceita o trato, mas para isso ela teria que conseguir permanecer no castelo para tentar descobrir as condições do contrato, é ai então que Sophie, Howl, Calcifer e Michael, o aprendiz de Howl, começam a conviver  e juntos vão viver aventuras que só um mundo mágico pode proporcionar.  No decorrer da História vamos percebendo que todos os eventos desde o início da história estão relacionados como se fossem peças de um quebra cabeça que precisavam da intervenção de Sophie para se encaixarem em seus lugares na história. Sophie é a peça central de tudo e talvez dela dependa também a possível regeneração e salvação do divertidíssimo e impossível mago Howl.  
Howl é de longe o personagem mais incrível e interessante da história, é um enigma que vai sendo desvendado aos poucos. Extremamente vaidoso, namorador, dramático, volúvel, egocêntrico, desleixado, mas brilhante e muito talentoso. É um tipo de personagem que a gente sente vontade de bater ou apertar inúmeras vezes.
Calcifer não fica por baixo, é o tipo de personagem que se a gente tivesse de escolher entre a morte dele ou do cachorro, a gente escolhe o cachorro. Ele e Howl tem um relacionamento de amor e ódio e a gente acaba amando isso.
Sophie é a personagem que a gente queria ser, mesmo como uma velha de noventa anos repleta de reumatismo ela coloca de pernas para o ar a vida de Howl, Calcifer, Michael e dá muito, mas muito trabalho à Bruxa das Terras Desoladas. Ainda tem as irmãs de Sophie que são tão adoráveis e tão arteiras quanto Sophie. tem também o misterioso sumiço do Mago Suliman e do príncipe Justin e um espantalho obstinado e um homem cachorro que vem deixar a história ainda mais interessante. Sem falar que o castelo animado vem a ser uma atração a parte, literalmente cheio de vida e detalhes e os outros cenários onde a história se passa são cada um mais interessante que o outro.
O livro vale muito a pena ser lido, principalmente por aqueles que gostaram da animação dos Studio Ghibli e nem imaginam que a história guarda muito mais coisas que a animação acaba mostrando, sem falar que o final é ainda mais fantástico e atraente que da adaptação de Miyazaki. Somando a tudo isso ainda tem um detalhe que a gente é incapaz de não notar; trata-se de uma leitura muitíssimo divertida.  Segue abaixo um trecho da história:  

Capa do livro


Sophie borrifou água da pia para abaixar a poeira, o que fez Calcifer se encolher contra a chaminé. Então varreu novamente o chão. Varreu na direção da porta a fim de dar uma olhada na maçaneta quadrada acima dela. O quarto lado, que ela ainda não vira ser usado, tinha um borrão de tinta preta. Perguntando-se aonde aquele daria, Sophie começou a varrer energicamente as teias de aranha das vigas. Michael gemeu e Calcifer tornou a espirrar.
Nesse momento, Howl saiu do banheiro, envolto numa nuvem de perfume. Tinha um aspecto maravilhosamente elegante. Até os bordados de prata em seu traje pareciam ter se tornado mais brilhantes. Ele deu uma olhada e voltou para o banheiro com uma manga azul e prata protegendo-lhe a cabeça.
— Pare com isso, mulher! — disse ele. — Deixe essas pobres aranhas em paz!
— Essas teias são uma vergonha! — declarou Sophie, juntando-as em bolos.
 — Então tire-as, mas deixe as aranhas — disse Howl. Provavelmente ele tinha uma desagradável afinidade com aranhas, pensou Sophie.
 — Elas só vão fazer mais teias — disse ela.
— E matar moscas, o que é muito útil — replicou Howl. — Fique com essa vassoura parada enquanto atravesso minha própria sala, por favor.
Sophie apoiou-se na vassoura e observou Howl atravessar o quarto e pegar seu violão. Quando ele punha a mão no trinco da porta, ela disse:
 — Se o borrão vermelho leva a Kingsbury e o borrão azul dá em Porthaven, aonde leva o borrão preto?
 — Que mulher bisbilhoteira você é! — exclamou Howl. — Esse leva ao meu refúgio particular e você não vai saber onde é. Ele abriu a porta para a ampla e móvel paisagem do pântano e as colinas. — Quando vai voltar, Howl? — perguntou Michael, um pouco desesperançado. Howl fingiu não ouvir. Ele disse a Sophie:
 — Você não vai matar uma só aranha durante minha ausência. — E a porta bateu atrás dele. Michael lançou um olhar significativo para Calcifer e suspirou. Calcifer crepitou com uma risada maliciosa.
Como ninguém explicasse aonde Howl havia ido, Sophie concluiu que ele tinha partido para caçar jovenzinhas novamente e se lançou ao trabalho com vigor mais justificado do que antes. Ela não ousou causar dano a nenhuma aranha depois do que Howl dissera. Então, batia nas vigas com a vassoura, gritando: “Fora, aranhas! Fora do meu caminho!”. As aranhas saíam correndo para todos os lados, para salvar suas vidas, e as teias caíam em feixes. Depois, naturalmente, ela teve de varrer o chão novamente. Em seguida, ajoelhou-se e esfregou o chão.
 — Queria que parasse com isso! — disse Michael, sentando-se na escada, fora do caminho dela. Calcifer, agachando-se no fundo da lareira, murmurou:
— Gostaria de não ter feito aquele acordo com você! Sophie continuou esfregando com vigor.
— Você vai ficar muito mais feliz quando estiver tudo limpo e bonito — disse ela.
 — Mas estou infeliz agora! — protestou Michael.
Howl só voltou tarde da noite. Nessa hora, Sophie tinha varrido e esfregado até o ponto em que mal podia se mexer. Estava sentada curvada na cadeira, o corpo todo dolorido. Michael agarrou Howl pela manga esvoaçante e o arrastou para o banheiro, onde Sophie podia ouvi-lo despejando queixas num murmúrio empolgado. Expressões como “velha horrível” e “não ouve uma única palavra!” eram fáceis de se ouvir, embora Calcifer estivesse rugindo.
 — Howl, detenha-a! Ela está matando a nós dois! Mas tudo o que Howl disse, quando Michael o largou, foi:
 — Você matou alguma aranha?
— É claro que não — respondeu Sophie. Suas dores deixavam-na irritada. — Elas me olham e correm para se salvar. O que são elas? Todas as garotas cujo coração você devorou? Howl riu.
— Não, apenas aranhas — disse ele, e subiu a escada sonhadoramente.


domingo, 26 de junho de 2016

Primeiras Impressões de Dias de chuva



Acabei de ler os primeiros capítulos de Dias de Chuva (de degustação). De primeiro o titulo da obra já me instiga. Seria uma metáfora para coisas boas ou coisas ruins? Pra mim os dias chuvosos sãos os mais lindos e misteriosos; o batuque da chuva nas superfícies sólidas, o cheiro de terra molhada, o vento gelado, o céu obscurecido pelas nuvens, as ruas desertas, as camas ou poltronas quentes e aconchegantes. Mas a chuva também pode ser um fenômeno implacável, feroz, cruel com as coisas frágeis ou com os desprovidos de amparo. Ainda não sei o que a chuva trará nessas 335 páginas do livro da Carolina Mancini, mas já dá pra imaginar que tem muito mistério e criaturas fabulosas. De inicio a história da Júlia e sua família dá uma dorzinha no peito e caroços na garganta. A situação financeira difícil, a irmã desnutrida, o irmão enfermo, a mãe exausta de tanto trabalhar e um pai entregue ao vicio da bebida e dos jogos. Até que aparece uma figura misteriosa em cena, um jovem estrangeiro. Então vem as coisas incompreensíveis, a salvação, as mudanças lançando a suspeita de que tudo tem um preço, o que fez nascer aquela curiosidade que certamente me fará perder todas as unhas da mãos. O que faz Audrick ajudar a família de Júlia, o que ele viu nos olhos da menina que o encheu de surpresa e o fez socorrer-lhe a infância em ruínas, que criatura ele seria, um vampiro, um deus nórdico, um feiticeiro, um dragão!!!!? E esse relacionamento entranho que nasce entre os dois... Não da pra esquecer que Júlia tem apenas 8 anos. Enfim, essas são as dúvidas que surgem nos primeiros capítulos e é claro que eu quero mais.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Lágrimas


A algum tempo atrás fiz esse vídeo com as etapas de criação de um dos meus desenhos. Fiz mais pra mostrar como é o meu processo de criação mesmo, algo meio inconsciente, selvagem, despretensioso,

Acontece muito de eu gostar mais deles nas etapas iniciais, quando é apenas um borrão, sem muita definição, sem muito retoque. Mas ai vou burilando, burilando e parece que alguma coisa mudou, a expressão mudou, não é o mesmo desenho, está mais refinado, mas eu continuo gostando mais de como ele era quando comecei. É difícil sair do lugar desse jeito, e a impressão que dá é que eu fico sabotando o meu progresso. Mas a sensação de insatisfação é persistente e tem sido difícil gostar do que tenho produzido. Esse eu não quis burilar muito, está quase nas etapas iniciais de borrões. 

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Fadas, mocinhas românticas e bichinhos...

O ano está terminando e eu não postei nada do fiz aqui. Eu sempre me percebo travando uma batalha com o que produzo, numa luta para me descobrir, como se minha caneta(pincel) fosse um oraculo revelando-me aspectos internos que meus olhos cegos não conseguem enxergar de outra forma. É sempre uma busca por uma ideia que não toma forma em absoluto. É um cavoucar incessante, uma inquietação que não tem nome,  uma frustração que não tem fim... e sobretudo, esforços que não tem resultados.
 Mas vamos lá, mostrar o que produzi.
Esse ano eu larguei o papel e o pincel e coloquei na minha cabeça de que deveria me dedicar a pintura digital, por ser tão mais pratica, mais fácil e econômica, talvez.


    Tem algumas fadas, essa é uma delas. A original no papel é um pouco estranha, mas eu gostei muito da versão digital, pelos tons que eu usei e o ar delicado que ficou. Apenas as asas não me agradaram. A versão digital eu chamo de Majestade Azul.



A segunda fada. Novamente as asas ficaram horríveis. Ela começou um desastre total, tanto que o nome do arquivo em psd é mulher feia. Eu fui burilando, ajeitando até que ela ficasse mais bonitinha. Eu a chamo de Encanto Púrpura, por causa do tom de pele meio defunto. Eu gosto de tons de pele mórbidos. 


Finalmente asas que me agradaram. Eu nunca faço fadas com asas de borboleta, é sempre de pássaro porque são as minhas preferidas, mas eu tinha que arriscar. Adoro fadas morenas com a pele branquinha e bochechas rosadas. Essa pintura eu chamei de Hesitação, porque ela está com um ar de abstração como se estivesse em dúvida sobre uma decisão muito importante. 

A última fada e com asas de passarinho que eu adoro. Ela ficou meio andrógina, como um anjo mesmo, mas eu não gosto muito da ideia de anjo, prefiro fadas. A ideia era fazê-la arrastando as asas à frente do busto para se cobrir, mas meus desenhos são rebeldes, nunca saem ao meu gosto.  


Esse é o meu preferido, comecei desenhando apenas o rosto da mocinha, então desenhei ela toda e coloquei a gárgula com ela por que inconscientemente coincidia com uma personagem minha. Comecei num tom só porque eu gosto dessa cor. Pretendo recolorir o cenário, talvez pois tenho a intenção de publicar o conto sobre o casal na Amazon e essa vai ser a capa.  


Mocinhas doces e bichinhos talvez seja a minha marca registrada. Nesse desenho, onde uma menina segura um "córneo cacheado" eu queria fazer algo simples para começar a desenhar com mais rapidez, então tentei um desenho que fica mais perto do esboço e sem traços rebuscados, queria algo mais suave também, mas confesso que esse tipo de trabalho não me agrada.



Mais mocinha doce e bichinhos... Abaixo tem a foto do ACEO em grafite. Eu não quis pintá-lo com aquarela porque usei muio grafite e sabia que ia manchar, então resolvi partir para arte digital. Como sempre tem seios desnudos. Os polêmicos seios que ninguém suporta muito ver, mas que eu acho a coisa mais linda...

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Resenha O órfão de Mariana Lucera


Baixei o órfão em uma promoção na Amazon, dessas onde o livro fica um dia ou dois de graça e depois volta ao seu preço normal. Baixei ele e outros de forma meio automática, apenas para aproveitar as promoções da Amazon. Não tinha a intenção de ler, ainda assim fui carregar o livro no meu dispositivo Kindle para os dias sem internet, entretanto, assim que o livro abriu e comecei a ler as primeiras palavras, fiquei ali lendo sem querer desgrudar da tela para fazer outra coisa. Isso por que Mariana Lucera escreve como canta uma sereia, sedutoramente. Não sei se é por que eu sou mórbida e curiosa ao extremo, mas o fato é que o primeiro capitulo te sentencia a ler o livro até o final. Não há como fugir, o órfão, narrador ‘personagem’, é um malandro manipulador sem igual que te induz página por página a desvendar todo o mistério orquestrado ali naquele primeiro capítulo. 
O que mais me chamou a atenção, antes da história, foi a escrita, a forma como a história é narrada é o que faz toda a diferença. Primeiro, o livro é narrado por um livro, não um livro qualquer, um livro sórdido, de personalidade feroz e de língua afiada. Isso mesmo, um livro com todas essas qualidades narrando uma história, não há como não tirar o chapéu para a autora. E a escrita é inteligente, não é aquela narrativa desleixada e sem tato que a gente se depara tanto entre os títulos da Amazon, o órfão demonstra mesmo ser uma mente sagaz, afiada, encadernada, de capa preta sem graça, e sem nem mesmo um autor para chamar de seu, mas de uma mentalidade desafiadora. Assim é o nosso narrador à medida que vai apresentando a história, dando sua opinião sobre os personagens (manipulando a nossa opinião), e desvendando aquele enigma apresentado no primeiro capitulo. 
Alguns elementos da história são bem clichês, e há alguns estereótipos bem evidentes, mas não importa, o órfão já nos seduziu. Já estamos totalmente seduzidos por Florence Force, a mocinha paranormal que parece que saiu das páginas de um livro do Stephen King, se King, além de tudo dosasse seus personagens com uma dose extra de sensualidade e beleza física. Também não há como sentir empatia com Pircy Almond, o mocinho nerd (aleluia que escreveram uma história onde o mocinho é um nerd fã de Star Wars) doce e bobo, do tipo de comete heroísmos por que não vê a hora de se tornar um heroi romântico igual os dos livros que tanto se entupiu de ler a sua vida toda. As vezes Pircy se mostra um tonto inepto que da raiva, mas em outras a gente esquece tudo por que, bem, ele é um nerd fofo mesmo, do tipo de criatura inofensiva e ingênua que a gente não consegue não amar e torcer a favor. 
Pircy Almond salvou Florence Force de um afogamento, ou ao menos ele tentou salvar, e assim a garota misteriosa que tem o corpo todo coberto de cicatrizes, e cujo o nome, se falado inteiro provoca tremores ou faz coisas explodirem, entrou em sua vida. Florence se sente ligada a Pircy por isso, e tem uma leve esperança de que com Pircy a maldição que a persegue, a mesma que faz as pessoas se suicidarem a sua volta, principalmente garotos que ela seduz, não terá efeito, ou agirá de forma diferente. A verdade é que Floresce está começando a despertar para a sua realidade funesta, começa a rejeitar a sua maldição e pela primeira vez, começa a se importar com alguém. Isso faz com que a sina de Florence realmente mude. Ela espera contar pela a primeira vez com a ajuda de alguém para desvendar os mistérios que cercam o seu renascimento e em seguida sua maldição, e espera encontrar um jeito de se livrar do apanhador de almas que a persegue e que a cada ano cobra uma vida a ela. Pircy e Florence se apaixonam enquanto que vão descobrindo que a chave para todas as respostas que procuram pode estar está ali, na cidadezinha onde a garota foi parar com a mãe, a pequena Fancywood. 
Para formar um triangulo amoroso ainda há o irmão de Pircy, Alfred Almond, o bonitão capitão do time, filho predileto e por quem todas as garotas caem aos pés. Alfred é o responsável pelo o declínio da história, há de se admitir, por ser um clichê, por fomentar a estúpida ideia de que um romance só se faz com um belo triangulo amoroso a lá Crepúsculo, e por que a personalidade de Florence parece fraquejar e se contradizer diante dele. Eu sou muito passional quando me envolvo com um livro, e confesso que no momento em que Florence aceita o flerte de Alfred, calculando que talvez ter um atleta valentão ao seu lado seja mais vantajoso do que um nerd hesitante e mirrado, nesse momento eu quase larguei o livro com um sentimento de traição e decepção. Felizmente os anos tem me legado mais sobriedade, e paciência e a autora ao menos um pouco não se limitou ao clichê ao trabalhar o personagem.
A história tem pontas soltas, discrepâncias, a gente acaba percebendo que a história não é exatamente aquilo que a gente pensava lá no inicio, mas grande parte disso pode ser perdoado se o leitor se fizer de bobo e lembrar que a história é narrada por um livro, nem todos os livros dizem a verdade, principalmente quando tudo o que ele deseja é ser ouvido, fazer com que a gente o leia, e a verdade é que esse órfão é um grande safado manipulador.

Meus selinhos ^^

Meus selinhos ^^
Meus selinhos ^^